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22 de abr. de 2013

7 dicas para mostrar seu valor numa entrevista.

A felicidade ao receber uma ligação marcando a entrevista de emprego geralmente é logo suprimida pela ansiedade. Afinal são poucos minutos para demonstrar o seu valor, fisgar o recrutador e conquistar a oportunidade profissional.
Pensando nisso, EXAME.com consultou quatro especialistas para saber o que é fundamental na preparação e também durante a conversa com o entrevistador para aumentar as chances de ser escolhido por ele. Confira 7 dicas essenciais para “mandar bem” na entrevista de emprego:

1 - Preparação começa com o currículo: Para se sair bem em uma entrevista, a preparação, de acordo com os especialistas começa ao escrever o currículo. É que o documento é o fio condutor dos principais pontos que serão abordados na conversa com o recrutador.
“A primeira providência é estruturar o currículo. Ao escrevê-lo reflita sobre tudo o que aconteceu na sua trajetória quais foram os significados para a sua vida profissional”, diz Axel Werner, da Kienbaum.
Atente às entregas feitas em cada um dos lugares pelos quais passou. “O currículo deve falar dos resultados que o profissional obteve não só dos conhecimentos e atividades exercidas”, diz César Kaghofer, representante da Dale Carnegie.

2 - Divida a carreira em etapas para estruturar a conversa com o recrutador: De acordo com Werner, é importante dividir a sua carreira em etapas. “Estruture a parte da carreira onde teve aprendizado, em seguida veja onde começa a etapa de utilização das ferramentas aprendidas, que é seguida pela fase de desenvolvimento das ferramentas de liderança e por fim pela etapa de aplicação das habilidades de liderança”, recomenda.
Reflita sobre as suas atividades exercidas. Em cada uma das fases da sua carreira, esteja pronto para relacionar com os eventos transcorridos.

3 - Pesquise informações sobre a empresa e o cargo: “De uma forma geral, os executivos não se preparam para as entrevistas de emprego”, diz a coach Mariella Gallo. Saber o que se espera do profissional que ocupe aquela posição é essencial para ter “ ponta da língua” a razão pela qual você pode ser a pessoa certa para o cargo. Nesse ponto vale desde conversar com pessoas que já trabalhem na empresa, como até visitar o local e se apresentar como candidato, segundo Kaghofer.
A especialista em gestão de recursos humanos, Claudia Bitencourt, lembra que tudo isso é importante para você saber responder porque quer mesmo trabalhar lá. “Quanto mais informação o profissional puder ter melhor porque é um processo de escolha mútua”, diz. 

4 - Foco em resolver o “problema” do recrutado:  É claro que o seu objetivo é conquistar a oportunidade profissional, mas demonstre, durante a conversa, estar atento às necessidades da empresa. “O foco da conversa deve ser em resolver o problema do empregador. O que a empresa está precisando?”, recomenda o representante da Dale Carnegie.
Por isso que as informações colhidas antes da entrevista são tão importantes. São elas que darão o embasamento necessário para você mostrar que o seu perfil é indicado.

5 - Prove competências a partir de ações e resultados: Ao fazer a breve apresentação da sua carreira, geralmente algo que acontece logo no início da conversa com o recrutador, enriqueça as informações do currículo falando sobre as ações e resultados.
“É interessante listar projetos importantes que ele realizou dando exemplos, mostrando números, atos e ações”, diz Mariella. Seja específico sobre o grau de responsabilidade em cada uma das funções, diga quantas pessoas eram lideradas por você, por exemplo. Indique a quem você se reportava. Não deixe estes detalhes escaparem.

6 - Fale sobre o seu desenvolvimento profissiona: Além dos valores que você gerou nas empresas em que trabalhou, lembre-se também de abordar o aprendizado para o desenvolvimento profissional.
Mesmo fora da fase de aprendizado, propriamente dita (faculdade, estágio, pós-graduação), o desenvolvimento deve ser mantido. “É trazer uma nova perspectiva e mostrar que a sua carreira é pautada em desafios”, lembra Werner.
Promoções, novos projetos e equipes ensinaram o quê? Quais as novidades em cada etapa da carreira merecem destaque, na sua opinião? Claudia lembra que o autoconhecimento é a regra de ouro. “Uma pessoa que não se conheça não tem ideia clara do potencial das suas realizações”, diz.

7 - Atente à comunicação, treine antes se for preciso: Sem esta competência, você não conseguirá fazer absolutamente nada do que os especialistas recomendam nos itens anteriores. “As pessoas falham muito na comunicação”, diz Kaghofer. Não se esqueça de que a prática é a mãe da excelência. Treine, pratique, desenvolva esta habilidade.


Fonte: Info.

15 de abr. de 2013

Home office ainda é tabu para empresas brasileiras.

Recentemente o Yahoo! protagonizou polêmica no mundo corporativo ao eliminar o home office de suas práticas em gestão de pessoas.
Houve quem defendesse a empresa, uma vez que a relação entre eficiência e produtividade poderia estar fora de controle no caso da companhia encabeçada por Marissa Mayer. No entanto, a maior parte dos comentários sobre o assunto julgou o movimento como um retrocesso.
Aqui, no Brasil, a prática ainda está em processo de popularização, com alguma resistência. Segundo levantamento da Remunerar, consultoria de remuneração, 38% das empresas afirmam não ter a intenção de implementar este modelo de trabalho.
Atualmente, segundo o levantamento, 34,75% das empresas já lança mão do trabalho remoto – para 54% destas, até 30% do total de horas dos funcionários elegíveis à modalidade é feita em ambiente remoto.
Marcelo Samogin, diretor e consultor sênior da Remunerar, afirma que as empresas locais ainda estão amarradas em conceitos que transcendem os números. “A cultura do controle do funcionário não tem ajudado as empresas a gerir seus times de um jeito moderno”, afirma.

Eficiência e produtividade - O levantamento da Remunerar traz dados de 415 empresas de diferentes portes, que agregam uma visão sobre como as empresas paulistas – capital e interior – tem praticado o home office.
Em tempos de falta de mão-de-obra, a prática pode virar moeda de troca para manter os talentos na equipe. A pesquisa aponta que 47% dos funcionários julgam a prática altamente motivadora.
A maior parte das consultadas já oferece home office há mais de 5 anos (28%). A dificuldade está no cálculo de eficiência desse modelo. Segundo Samogin, as empresas ainda não conseguem por na ponta do lápis o quanto se ganha (ou se perde) em produtividade quando o funcionário está em casa. “O fato é que a produtividade é uma questão estrutural no Brasil.”
A eficiência da operação também é pouco calculada. “Hoje o aluguel de um escritório custa o dobro do que custava dez anos atrás”, diz. “Se eu mandar metade da minha força de trabalho para casa, eu consigo investir esse dinheiro economizado na retenção de talentos.” Isso para não falar da questão da mobilidade, importante gargalo de infraestrutura nas principais capitais do país.

Setores - Entre as que já permitem o home office, 59,68% pratica o modelo em apenas em algumas áreas.
Os departamentos de vendas, marketing, tecnologia da informação e recursos humanos são os mais adeptos – principalmente no setor de serviços (70%). “Há segmentos da indústria de Brasil novo e Brasil antigo, naturalmente as empresas e departamentos que já trabalham por projeto têm maior propensão à adoção do mecanismo.”

Fonte: Info.

21 de fev. de 2013

4 vilões da concentração no trabalho e como vencê-los.

Não é segredo que profissionais que trabalham concentrados dão um banho de produtividade em seus colegas mais distraídos. Ao manter o foco, essas pessoas conseguem concluir tarefas em períodos mais curtos de tempo, evitando assim que o expediente se estenda.
Mas, em tempos de salas sem divisórias, redes sociais, smartphones e muito, muito, trabalho, os menos concentrados se perguntam: "como isto é possível?".
Para tentar descobrir, EXAME.com consultou Renato Alves, autor do livro “Faça seu cérebro trabalhar para você” (Editora Gente). Confira quais são os principais vilões da concentração no trabalho e como minimizar seus efeitos, mantendo a mente produtiva.

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1 Estados negativos.

“Basta que um fato altere negativamente nosso estado emocional para que a atenção seja comprometida e, com ela, a concentração”, diz Alves. Estresse, depressão, raiva, irritação e medo são alguns deles.
 Experimente ler o extenso relatório que seu chefe pediu para você analisar, logo após enfrentar o congestionamento responsável pelo seu atraso hoje cedo ou após uma discussão familiar acalorada. Provavelmente será preciso ler duas vezes para começar entender alguma coisa.
Dica: Segundo ele, é necessário "analisar as situações quadro a quadro, ou pelo contexto, analisando se vale a pena se estressar por isso”, sugere Alves.
Tendo em mente que sua produtividade vai cair se você não se esforçar para mudar o seu estado de espírito, tente agir no sentido de alcançar o equilíbrio e minimizar as influências negativas. “É fácil? Não! Porém, não é impossível para quem deseja ter qualidade de vida profissional”, diz Alves.

2 Falta de motivação.

“Motivação está para concentração como a água para o corpo humano, ou seja, a relação é total”, diz Alves. De acordo com ele, muitas vezes a falta de concentração está ancorada no fato de a pessoa não estar motivada para realizar a tarefa.
Por exemplo, se você não gosta de fazer planilhas e está tendo que fazer uma, as chances de você perder a concentração vai aumentar bastante. “É possível um jovem receber diagnóstico de déficit de atenção para assuntos da escola e apresentar a profundidade de um monge durante a partida de vídeo game”, diz Alves.
Dica: De acordo com Alves, você deve se fazer duas perguntas. Quais são as atividades que você mais consegue focar a atenção no trabalho? Que atividades você conseguiria realizar com foco total mesmo que houvesse um trator trabalhando ao seu lado? Assim você vai perceber quais são as tarefas que você mais gosta e, portanto, consegue se manter concentrado.
“Neste caso, seria um valioso gatilho de motivação levar a mesma energia ou estado mental para as atividades que somos obrigados a realizar todos os dias, mas cuja motivação nem sempre está presente”, diz Alves. Outra dica do especialista é tentar resolver as atividade que demandam mais foco pela manhã, quando você está mais descansado.

3 Desorganização.

Pilhas e pilhas de papéis, jornais revistas e relatórios do verão passado. A bagunça de uma mesa de trabalho pode comprometer a sua concentração, assim como bilhetes e enfeites chamativos, segundo o especialista.
Além disso, perder o crachá da empresa no meio de tanta coisa pode, por exemplo, alterar o seu estado de atenção, principalmente se você já está atrasado para ir à reunião com a diretoria e precisa dele para entrar na sala.
Dica: “elimine ao máximo os estímulos desnecessários”, diz Alves. Ele também recomenda que a mesa de trabalho esteja totalmente limpa com pouco ou nenhum papel que não esteja sendo usado.

4 Muitas atividades ao mesmo tempo.

Enquanto você prepara uma apresentação, espia as informações do relatório que terá que escrever para a semana que vem, responde aos emails e atende algumas ligações de clientes. E, claro, em meio a tudo isso você dá aquela olhadela nas redes sociais. Ao fim do dia, com tantas interrupções você mal conseguiu avançar e terá que terminar o trabalho em casa.
Pode não ser assim com todo mundo, mas manter a concentração em várias atividades ao mesmo tempo é muito mais complicado. “Esse ‘poder’ de atenção multifocal pode diminuir nossa velocidade, assertividade e nos expor aos riscos da distração e do esquecimento”, diz Alves.
Dica: quando for possível, opte por fazer uma atividade de cada vez é uma forma de se disciplinar. “Segundo estudos, um profissional focado e que faz uma atividade de cada vez reduz em até 74% o tempo de execução de tarefas, ou seja, é infinitamente mais produtivo”, diz Alves.
 Ele recomenda que, para atividades que exijam alta concentração telefones e emails sejam desligados. Experimente também deixar de lado as redes socais durante o expediente pois elas também são grandes vilãs do foco no trabalho.

Fonte: Info.