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15 de abr. de 2013

Home office ainda é tabu para empresas brasileiras.

Recentemente o Yahoo! protagonizou polêmica no mundo corporativo ao eliminar o home office de suas práticas em gestão de pessoas.
Houve quem defendesse a empresa, uma vez que a relação entre eficiência e produtividade poderia estar fora de controle no caso da companhia encabeçada por Marissa Mayer. No entanto, a maior parte dos comentários sobre o assunto julgou o movimento como um retrocesso.
Aqui, no Brasil, a prática ainda está em processo de popularização, com alguma resistência. Segundo levantamento da Remunerar, consultoria de remuneração, 38% das empresas afirmam não ter a intenção de implementar este modelo de trabalho.
Atualmente, segundo o levantamento, 34,75% das empresas já lança mão do trabalho remoto – para 54% destas, até 30% do total de horas dos funcionários elegíveis à modalidade é feita em ambiente remoto.
Marcelo Samogin, diretor e consultor sênior da Remunerar, afirma que as empresas locais ainda estão amarradas em conceitos que transcendem os números. “A cultura do controle do funcionário não tem ajudado as empresas a gerir seus times de um jeito moderno”, afirma.

Eficiência e produtividade - O levantamento da Remunerar traz dados de 415 empresas de diferentes portes, que agregam uma visão sobre como as empresas paulistas – capital e interior – tem praticado o home office.
Em tempos de falta de mão-de-obra, a prática pode virar moeda de troca para manter os talentos na equipe. A pesquisa aponta que 47% dos funcionários julgam a prática altamente motivadora.
A maior parte das consultadas já oferece home office há mais de 5 anos (28%). A dificuldade está no cálculo de eficiência desse modelo. Segundo Samogin, as empresas ainda não conseguem por na ponta do lápis o quanto se ganha (ou se perde) em produtividade quando o funcionário está em casa. “O fato é que a produtividade é uma questão estrutural no Brasil.”
A eficiência da operação também é pouco calculada. “Hoje o aluguel de um escritório custa o dobro do que custava dez anos atrás”, diz. “Se eu mandar metade da minha força de trabalho para casa, eu consigo investir esse dinheiro economizado na retenção de talentos.” Isso para não falar da questão da mobilidade, importante gargalo de infraestrutura nas principais capitais do país.

Setores - Entre as que já permitem o home office, 59,68% pratica o modelo em apenas em algumas áreas.
Os departamentos de vendas, marketing, tecnologia da informação e recursos humanos são os mais adeptos – principalmente no setor de serviços (70%). “Há segmentos da indústria de Brasil novo e Brasil antigo, naturalmente as empresas e departamentos que já trabalham por projeto têm maior propensão à adoção do mecanismo.”

Fonte: Info.

13 de abr. de 2013

LinkedIn compra aplicativo Pulse.

O LinkedIn comprou nesta semana, por US$ 90 milhões, o agregador de notícias Pulse. À primeira vista, a compra pareceu estranha: o LinkedIn é uma rede social para conexões profissionais e o Pulse, um aplicativo (app)criado por estudantes da Universidade de Stanford que funciona como “revista personalizada”.
No app, os atuais 30 milhões de usuários escolhem os temas de seu interesse, entre tecnologia, estilo de vida, política e outros, e recebem numa só tela notícias de diversos veículos de comunicação.
Para especialistas do setor, uma das razões por trás da compra seria a crescente sinergia entre recomendação de conteúdo e redes sociais. Compartilhar notícias em ambientes como Twitter, Facebook e até mesmo no LinkedIn é uma prática recorrente entre os usuários. Muitos recomendam diretamente dos sites de notícias clicando nos botões referentes às redes. Outros nem saem de aplicativos agregadores, como o Pulse, que também “conversam” com as redes sociais.
Essa concepção já estava sendo trabalhada pelo LinkedIn, ainda que timidamente. Em 2011, a rede lançou o LinkedIn Today, que até hoje é um projeto experimental. É um espaço que reúne notícias relacionadas de alguma forma com seus interesses e rede de contatos. No ano passado, o site formou um grupo de executivos famosos que, em seus perfis, têm seus próprios blogs. A presidente da HP, Meg Whitman, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estão entre os blogueiros.
“Nós acreditamos que o LinkedIn possa ser definitivamente uma plataforma de publicação profissional, onde se consome conteúdo e onde veículos vêm para compartilhar conteúdo”, disse Deep Nishar, vice-presidente sênior do LinkedIn, no blog da rede social.
Como mais um recurso à sua disposição, o Pulse poderia ser um novo ambiente para receber os anunciantes do LinkedIn. Mas Peter Kafka, que escreve para o blog de tecnologia All Things D, do grupo do Wall Street Journal, avalia que a rede social pode adotar uma estratégia totalmente nova. “Como seria se o LinkedIn criasse um app, para seus assinantes pagos, que integrasse a base de dados do site com o conteúdo compartilhado pelas pessoas?”, questiona.
Para ele, seria um produto parecido com o projeto que Dan Roth, o responsável pela área de conteúdo do LinkedIn, desenvolveu enquanto trabalhava na Fortune. Ele criou um software que conectava notícias sobre as 500 maiores empresas do mundo e associava aos perfis que seus funcionários mantinham no LinkedIn rede que tem 200 milhões de usuários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Info.