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27 de abr. de 2013

Tecnologia fará todos radares de SP aplicarem multa de rodízio.

O número de radares de trânsito deve aumentar na cidade de São Paulo a partir do segundo semestre deste ano. A prefeitura quer melhorar a eficiência tecnológica dos aparelhos já existentes, dotando todos eles do chamado leitor automático de placas (LAP), capaz de flagrar motoristas que furam o rodízio.
Hoje, dos 587 radares ativos, só uma parcela - 196 - já tem esse tipo de tecnologia. Além disso, novos aparelhos serão instalados principalmente em corredores de ônibus, para coibir a invasão.
Com exceção de um grupo de 156 radares mais antigos, os demais equipamentos serão capazes de flagrar infrações ao rodízio. A gestão Fernando Haddad (PT) prepara um edital, a ser publicado em maio, para contratar serviços de fornecimento, instalação e operação dos equipamentos de fiscalização. Estima-se que o valor seja superior aos R$ 140 milhões da licitação anterior.
Os contratos com as empresas e os consórcios vencedores de cada lote serão assinados em agosto, quando os radares começarão a ser instalados, diz Tadeu Leite Duarte, diretor de Planejamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Atualmente, existem 433 pontos com radar na capital, entre equipamentos fixos e estáticos, lombadas eletrônicas e pistolas capazes de flagrar as placas dos veículos. A Secretaria Municipal dos Transportes pretende rearranjar esses pontos, mas ontem, em audiência pública sobre o assunto, não informou quantos serão criados. Alguns poderão ser retirados.
A expectativa, no entanto, é de uma expansão da quantidade de locais fiscalizados, já que um dos focos da ação será a verificação eletrônica intensiva dos corredores de ônibus, para inibir a entrada de veículos que não sejam coletivos ou táxis e, assim, melhorar a velocidade média do transporte coletivo.
Até o fim de 2016, o governo Haddad pretende construir 150 km de corredores de ônibus, o que ampliará de forma significativa a extensão de vias que deverão ser monitoradas.
Os bairros mais afastados do centro expandido, onde há muito menos radares e o trânsito tende a ser significativamente mais violento, também ganharão mais equipamentos de fiscalização.

Tempo real: Essa tecnologia permitirá ainda rastrear o percurso dos veículos e estimar tempos de viagem, além de subsidiar a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transporte (SPTrans), que gerencia os ônibus municipais, com dados em tempo real sobre as condições do trânsito, permitindo a adoção de medidas mais rápidas para solucionar problemas viários.

Para isso, todos os radares terão de ser ligados por fibra ótica à Central Integrada de Mobilidade Urbana (Cimu), que será construída na Rua Bela Cintra, na região central. Esse polo também congregará e processará informações recebidas de semáforos inteligentes, que devem chegar a 3 mil cruzamentos - metade do total- nos próximos anos.
A adoção dessas medidas, incluindo a modernização do sistema de radares, deve trazer melhorias de 20% na fluidez, segundo projeções da Prefeitura. No caso dos corredores de ônibus, a meta é fazer com que a velocidade média dos coletivos salte dos atuais 13 km/h para 25 km/h.

Segundo o secretário adjunto de Transportes, José Evaldo Gonçalo, a licitação será feita "especialmente contemplando os corredores de ônibus". Os que já existam somam 119 km. Ele diz que a arrecadação com multas não necessariamente deve aumentar, já que isso depende da obediência dos motoristas às regras no trânsito.

Velocidade: A tecnologia LAP instalada em toda a rede de radares permitirá, no futuro, multar veículos pela velocidade média. Ou seja, o sistema conseguirá medir o tempo percorrido entre um radar e outro e calcular se é compatível com a distância e o limite de velocidade.

Fonte: Info.

3 de fev. de 2013

SP terá Wi-Fi grátis na Paulista e bairros da Zona Leste.


A prefeitura de São Paulo vai construir redes de internet sem fio em diferentes pontos da cidade para oferecer acesso público e gratuito. O plano foi anunciado pelo secretário de Serviços Urbanos, Simão Pedro, em entrevista à TV Estadão.
De acordo com Simão Pedro, uma rede piloto será construída na região da avenida Paulista, centro financeiro da capital e que recebe forte fluxo de pedestres. Uma segunda rede será criada no centro antigo da cidade, em torno do Vale do Anhangabaú.O secretário evitou estipular data para a estreia das redes e disse que os projetos ainda estão em discussão na prefeitura.
Uma segunda fase do programa levaria as redes Wi-Fi para Cidade Tiradentes e São Miguel Paulista, ambos bairros da periferia leste da cidade. Segundo Simão Pedro, as redes serão construídas com recursos do orçamento da prefeitura e eventualmente podem contar com recursos da iniciativa privada. Agentes privados poderiam colaborar com a construção e manutenção da rede em troca do direito de explorar publicidade nos serviços digitais oferecidos pela prefeitura.
A ideia de criar redes Wi-Fi públicas em São Paulo já foi proposta, há oito anos, quando a então prefeita Marta Suplicy (PT) tentava a reeleição. Na época, Marta propunha criar uma rede que cobrisse todos os bairros. Com a não reeleição de Marta, o projeto foi engavetado por seu sucessor, José Serra (PSDB), que classificou o programa como caro e de difícil viabilidade.
De volta à prefeitura, o PT promete tornar real redes Wi-Fi gratuitas.  Redes deste tipo existem em várias cidades do mundo, como Nova York e Hong Kong. No Brasil, há áreas cobertas por Wi-Fi aberto, como a orla do Rio de Janeiro ou a cidade do interior paulista Sudmenuci.

Fonte: Info.