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17 de jul. de 2013

Facebook tinha acesso as senhas de usuários.

Katherine Losse, ex-relações públicas do Facebook, afirmou que funcionários do Facebook possuíam acesso a dados dos usuários incluindo senhas de acesso à rede social. 
Em entrevista ao jornal The Guardian, Losse disse que quando estava no Facebook, em 2005, a equipe de atendimento ao consumidor possuía uma “senha mestra”, que os permita visualizar qualquer conta no Facebook, inclusive acesso às mensagens privadas e dados pessoais. 
Losse afirmou que essa equipe precisava ter acesso às contas para que fosse possível gerenciar e reparar problemas dos usuários. 
Ela alegou que na época a prática de ceder aos funcionários acesso às informações pessoais de seus usuários era comum entre startups que estavam começando.
No entanto, Losse admitiu que desde então o Facebook adotou novas formas de segurança para permitir o acesso de funcionários às contas dos usuários, controlando de forma mais rígida.
Agora apenas dois tipos de funcionários podem acessar as contas dos usuários: os da equipe de operações, que corrige problemas relatados no Facebook; e a equipe de segurança, que lida com notificações de ameaças e bullying. 
O Facebook foi procurado pelo jornal para comentar as acusações e afirmou, por meio de um porta-voz, que possui restrições rígidas em relação aos dados e privacidade dos usuários. 
A rede social citou um relatório da comissão de proteção de dados europeia que concluiu que a empresa utiliza um sistema apurado para permitir acesso apenas às informações necessárias para determinado problema.




Fonte: Info.

11 de jul. de 2013

Microsoft ajudou NSA a interceptar mensagens.

A Microsoft manteve uma estreita colaboração com as agências de inteligência americanas para facilitar a interceptação de mensagens privadas de seus usuários, segundo documentos da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) revelados nesta quinta-feira pelo jornal britânico "The Guardian".
A nova informação divulgada pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden revela como a empresa do Vale do Silício ajudou a NSA a evitar o sistema de criptografia que protege as conversas entre os usuários através do chat do site Outlook.com.
Segundo os documentos, a agência tinha capacidade de acesso às mensagens de e-mail enviadas com o Outlook - que inclui o Hotmail - antes que o programa as codificasse para envio seguro.
A Microsot trabalhou, além disso, durante este ano com o FBI e a NSA para facilitar o acesso indiscriminado às informações arquivadas na nuvem através do serviço SkyDrive, que conta com cerca de 250 milhões de usuários.
Também o Skype, uma companhia que a Microsoft adquiriu em 2011 por cerca de 6 bilhões de euros, ajudou os serviços secretos dos Estados Unidos para facilitar seu trabalho de interceptar conversas em formato de vídeo e áudio, segundo o "Guardian".
Snowden, que permanece na zona de trânsito do aeroporto de Moscou desde 23 de junho, divulgou no início de junho documentos que revelam a existência do programa Prism, que permite que as agências de inteligência tenham acesso às informações armazenadas por milhões de usuários nos servidores de empresas como Google, Microsoft e Facebook.

As empresas que apareceram nos documentos de Snowden negaram que seus programas contenham "portas traseiras" para facilitar o acesso à informação privada de seus servidores.
A nova informação indica, no entanto, que a Microsoft forneceu soluções técnicas para os serviços secretos para permitir o acesso direto às conversas criptografadas no site Outlook.com.
Um documento com data de 26 de dezembro de 2012 que o "Guardian" atribuiu a uma comunicação interna da NSA diz: "MS (Microsoft), trabalhando com o FBI, desenvolvida a capacidade de vigilância para fazer frente (ao problema)".
"As soluções foram testadas com sucesso e entraram em funcionamento no dia 12 de dezembro de 2012", acrescenta o documento.
Outra nota descreve como a companhia trabalhou "durante muitos meses" com os serviços secretos para permitir que o programa Prism tivesse acesso ao SkyDrive sem a necessidade de autorização prévia.
Essa capacidade de acesso "significa que os analistas já não terão que fazer um pedido especial ao SSO (um departamento da NSA) para isso", afirma o documento.
Em comunicado enviado ao "Guardian", a Microsoft afirmou que leva o seu "compromisso com seus clientes e o cumprimento da lei de uma forma muito séria", e por isso só fornece informações privadas dos usuários "em resposta a processos legais".
"Quando atualizamos produtos, em algumas circunstâncias existem obrigações legais que requerem que mantenhamos a possibilidade de oferecer informação para cumprir a lei ou em resposta a pedidos sobre segurança nacional", afirmou a Microsoft. 

Fonte: EFE

7 de jun. de 2013

Espionagem dos EUA abrange outras cias telefônicas e cartões de crédito.

Os agentes de inteligência dos Estados Unidos não têm acesso apenas aos registros de chamadas da Verizon, mas também aos das outras duas maiores companhias telefônicas do país, AT&T e Sprint, e à informação de empresas de cartões de crédito, informou nesta sexta-feira o jornal The Wall Street Journal.
A publicação, que cita fontes ligadas às operações da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA, disse que essa divisão tem acordos com a AT&T e Sprint similares ao da Verizon, revelado nesta semana pelo jornal britânico The Guardian.
O acordo com as três maiores operadoras de telefone do país afeta "a maioria dos americanos" e significa que "cada vez que se faz uma chamada, a NSA consegue um registro da localização, o número contactado, a hora da chamada e a duração da conversa", segundo o The Wall Street Journal.
 A AT&T é a maior companhia telefônica do país, com 107,3 milhões de clientes de celular e 31,2 milhões de telefone fixo, a Verizon tem 98,9 milhões de clientes de telefonia móvel e 22,2 milhões de fixo e a Sprint, por sua parte, tem 55 milhões de clientes no total, segundo dados oficiais citados pelo jornal.

Cartão de crédito e internet.
 
Além disso, três ex-funcionários do governo americano afirmaram ao diário que a NSA estabeleceu "relações similares" com companhias de cartões de crédito. O jornal não identificou essas companhias e disse que não se sabe se os acordos com as empresas ainda estão valendo ou se foram feitos temporariamente.
O The Wall Street Journal confirmou além disso que a NSA mantém contratos parecidos com os grandes provedores de internet do país, como indicaram nesta quinta-feira os jornais The Washington Post e The Guardian. Segundo estes periódicos, a NSA e o FBI coletam dados diretamente dos servidores da Microsoft, Yahoo!, Google, Facebook, PalTalk, AOL, Skype, YouTube e Apple.
 O acordo com as empresas da internet tem sua base em um programa chamado PRISM, que contou com a colaboração da Microsoft desde seu início, em 2007, enquanto a Apple se negou a participar durante os primeiros cinco anos, até 2012, quando começou a colaborar.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esclareceu hoje que esses registros não afetam "ninguém que resida nos Estados Unidos".

Origens no governo Bush.

As práticas começaram sob o governo de George W. Bush por causa dos atentados de 11 de setembro de 2001, inicialmente sem fundamento legal.
O Congresso criou mais tarde uma estrutura de apoio por meio de duas leis aprovadas em 2007 e 2008, que ampliam os poderes do Executivo em relação à lei de espionagem no exterior de 1978. A nova legislação concede imunidade às companhias privadas que cooperam de forma voluntária com as agências de inteligência dos Estados Unidos em suas investigações.
Além disso, a lei antiterrorista de 2001, ou Patriot Act, autoriza que o governo tenha acesso aos registros de empresas.

Fonte: Agência EFE.