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19 de jun. de 2013

Falta de profissionais de TI se agravará no Brasil.


Os profissionais de TI do Brasil encontrarão um mercado em expansão e com poucos competidores qualificados para vagas em áreas como gestão de redes, telefonia IP e segurança online. A informação é da consultoria IDC, que prevê um agravamento na carência por profissionais de tecnologia no Brasil até 2015.
De acordo com o IDC, existe atualmente no Brasil uma carência de cerca de 39,9 mil profissionais de tecnologia. Até 2015, esse número deve crescer para 117 mil vagas abertas sem que os empregadores encontrem profissionais qualificados para atendê-las.
Segundo a pesquisa, as principais razões para esse déficit de mão de obra qualificada são a rápida expansão das empresas de infraestrutura e tecnologia no país, a adoção acelerada de serviços de TI pelas iniciativas pública e privada e a ocorrência, no Brasil, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.
O IDC analisa ainda que essa carência ocorrerá não só no Brasil, mas em toda a América Latina. Em todo o continente, até 2015, a procura por profissionais deve superar a oferta de mão de obra em 27%.
No Brasil, diz o estudo, somente em áreas como rede essencial, segurança, telefonia IP e redes sem fio haverá uma lacuna de 23,6 mil profissionais. Percentualmente, segmentos como comunicações unificadas, vídeo, computação em nuvem, mobilidade e data center e virtualização serão as áreas com maior número de vagas abertas em comparação com o volume de profissionais qualificados disponíveis.
Para chegar a estas conclusões, a consultoria IDC realizou 767 entrevistas com órgãos como governos, empresas de educação, saúde, telecomunicações e serviços financeiros em companhias com mais de 100 empregados.

17 de jun. de 2013

Salário alto faz empresas importarem profissionais de TI.

O setor de tecnologia da informação (TI) vive um momento especial no Brasil. De acordo com a Brasscom, entidade que representa as empresas do setor, em 2012 as companhias de TI movimentaram 123 bilhões de dólares no país, 20% mais do que no ano anterior.
Mas há um problema: os salários da área têm crescido num nível que já não é considerado sustentável pelas companhias. Segundo a consultoria Towers Watson, de 2008 até hoje o rendimento dos profissionais de TI cresceu quase 30% — ou 6% ao ano. No mesmo período, a inflação acumulada foi de 22,4%.
“Quando se consideram os benefícios concedidos às pessoas da área, o impacto é ainda maior do que o registrado nos salários”, afirma Christian Mattos, da Towers Watson. E não há sinais de que o quadro seja reversível.
De acordo com a Brasscom, só em São Paulo em 2013 devem se formar 20.000 profissionais a menos do que o segmento vai demandar. Para contornar o problema, o Grupo Meta, de consultoria e serviços em TI, resolveu parar de disputar funcionários com a concorrência e inaugurou em abril, em São João do Polêsine, no interior do Rio Grande do Sul, um novo centro de TI.
Ao longo dos próximos três anos, o núcleo vai contratar 200 pessoas. O objetivo da mudança é fugir do leilão de salários e reduzir a rotatividade. “Pego o jovem no início de carreira e ofereço emprego onde ele vive. Com isso, tendo a ter uma retenção maior”, diz Claudio Carrara, vice-presidente do Grupo Meta.
Já o Grupo i9 foi buscar no exterior o profissional de que precisava. A empresa contratou o holandês Edwin Zuidema, que desde julho de 2012 está no cargo de arquiteto de soluções.
“Precisávamos de alguém que dominasse uma tecnologia nova, que ainda não existia no Brasil. Seria praticamente impossível encontrá-lo aqui”, diz Fabio Sá, sócio-diretor da companhia. A Softtek, por sua vez, trouxe ao Brasil o mexicano Sérgio Zolezzi para ocupar o cargo de diretor de qualidade, porque não conseguiu preencher localmente.
Vista por alguns com desconfiança, a contratação de estrangeiros é uma saída emergencial para evitar que o país fique atrasado na criação e na oferta de serviços tecnológicos.
“O Brasil tem uma demanda por profissionais de TI duas vezes maior do que outros países, como a Rússia”, diz Thiago Medeiros, da Manpower, consultoria de recursos humanos. Só quando essa demanda for atendida é que o setor de TI no Brasil poderá desfrutar, de fato, do momento especial que tem vivido. 

Fonte: Info.

14 de mai. de 2013

"TI tradicional não tem futuro", diz pesquisador da IBM.

A procura por profissionais de tecnologia da informação aumenta a cada dia e a área parece cada vez mais promissora. Parece. Segundo Fabio Gandour, cientista-chefe da IBM, o ramo está mudando de forma a drástica a ponto de declarar que "a TI tradicional não tem futuro".

Para justificar a frase polêmica disparada durante palestra na BITS (Business IT South America), o pesquisador se baseia em pilares que sustentam a área, como hardware, software, sistemas e redes. De acordo com Gandour, a tecnologia muda tanto que o modo como ela é encarada também precisa mudar rapidamente.

"O hardware não existe mais", ele explica, citando a diferença entre os computadores do passado e a tecnologia cada vez mais integrada às vidas das pessoas, como smartphones e até as novos aparelhos "usáveis". Gandour cita o Google Glass, os óculos inteligentes da empresa, que está em fase de testes, que promete integrar o corpo do usuário à máquina.

Já os softwares também passam por mudanças, para se tornarem "apps". Apesar de  os termos, na prática, significarem a mesma coisa, existe uma mudança de cultura sobre o desenvolvimento de aplicativos.

Na área de sistemas, Gandour vê a explosão do Big Data como forma de alavancar negócios e construir uma fonte de informações potente, capaz até mesmo de prever o futuro. No entanto, ele considera que a ferramenta, que possibilita a análise de quantidades imensas de dados e pode traçar perfis com base nisso, não é uma solução milagrosa. "Ela oferece apenas o 'o quê' que você procura, mas não fornece o 'como' necessário para alcançar seu objetivo", conta o pesquisador.

Por fim, ele afirma que as redes também passarão por uma profunda transformação assim que o protocolo IPv6 finalmente se estabelecer sobre o IPv4, possibilitando uma abundância de endereços IP, que possibilitaria que objetos comuns, como lâmpadas ou portas possam se tornar conectados, alcançando o conceito de "internet das coisas".

Fonte: Olhar Digital.