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20 de jun. de 2013

Ambulante vendeu 500 máscaras do 'V' no Rio.

Na avenida Rio Branco, no centro do Rio, a poucos metros do cruzamento com a avenida Presidente Vargas, onde milhares de manifestantes já se concentram para o protesto que deve começar às 17 horas desta quinta-feira, dezenas de ambulantes vendem a máscara que ficou famosa no rosto do personagem V, de "V de Vingança".
A máscara é inspirada no rosto do soldado anarquista inglês Guy Fawkes. "É a máscara da vitória, meu povo querido", anunciava um dos ambulantes, que preferiu não se identificar.
O ambulante afirmou que já vendeu mais de 500 máscaras desde quarta-feira, 19, quando o preço era de R$ 20. Hoje ela está em "promoção" por R$ 10, e não adianta pechinchar: "É tabelado", afirmava o vendedor.
Em dias comuns, ele costuma vender outros produtos pelas ruas da cidade. "Vendo tudo, DVD, cerveja... quer dizer, DVD não, eu parei que dá cadeia", explicou

Canadá proibe uso de máscaras em protestos.

Os recentes protestos realizados em todo o mundo têm uma marca em comum: as máscaras inspiradas em Guy Fawkes e criadas para o filme “V de Vingança”. No entanto, o uso delas em manifestações pode se tornar crime no Canadá.
Uma polêmica lei foi aprovada ontem (19) no Canadá e bane o uso desta e outras máscaras em protestos ou “assembleias ilegais”, podendo levar a até 10 anos de prisão, segundo informações da rede CBC News.
O projeto de lei foi apresentado ao governo canadense em 2011 pelo parlamentar conservador, Blake Richards, como resposta ao aumento do vandalismo em protestos políticos e eventos esportivos. 
A partir de agora, em vez de exigir a intenção de cometer um ato criminoso para processar um manifestante, será necessário apenas estar presente em uma “assembleia ilegal”.
Para o político é importante lidar de forma preventiva com manifestantes, antes que o protesto aumente.
Segundo a CBC, para diferenciar protestos legítimos, será considerada uma “assembleia ilegal” a reunião de três ou mais pessoas que, com a intenção de realizar um propósito em comum, perturbem a paz das pessoas ao redor. 
Especialistas se mostraram preocupados com a aprovação da lei, que torna ilegal que alguém se mantenha anônimo em um protesto, não considerando intenções como evitar represálias de empresas ou chefes ou mesmo para evitar o uso software de reconhecimento facial. Segundo a CBC haverá exceções, como cobrir o rosto por motivos religiosos ou médicos.

18 de jun. de 2013

Em 24h, usuários publicam 548 mil posts sobre protestos no Brasil.

Um estudo divulgado na terça-feira (18) sobre o uso das redes sociais para publicar mensagens sobre a onda de protestos no Brasil indica que, só no dia de ontem, 17, mais de meio milhão de mensagens sobre o tema foram postadas no Facebook, Twitter, Google Plus e blogs.
De acordo com levantamento da agência digital Today, 548.944 mensagens sobre os protestos no Brasil foram veiculadas na segunda-feira (17). Este volume é 8,5 vezes maior que o número de posts sobre o tema publicados na quinta-feira (13), data em que também houve manifestações pelo Brasil.
O expressivo aumento no volume de posts indica que, em poucos dias, houve forte mobilização nas redes sociais e aumento do números de pessoas interessadas em discutir o assunto. 
Ao longo dos protestos, o Twitter foi, de longe, a rede social mais utilizada para citar as manifestações. Cerca de 88% dos posts sobre o tema (483.839 mensagens) foram veiculados pelo microblog. Entre as hashtags mais utilizadas pelos usuários estão  #vemprarua, #ogiganteacordou, #protestosp, #mudabrasil e #semviolencia. 
Na medição da agência, o Facebook aparece como segundo meio mais utilizado. Cerca de 60 mil postagens ou quase 10% do total de posts sobre o assunto foram feitos na rede social. Google Plus e blogs correspondem a 2% das mensagens. O estudo mostra ainda que os posts sobre o tema foram mais concentrados entre as 17h e 21 horas. No período das 17h até às 18h, 51,2 mil posts foram ao ar. Já entre às 20h e 21h, o volume atingiu seu maior pico e chegou a 87,8 mil posts.
Ao longo dos protestos, manifestantes se queixaram, nas redes, de que estava muito difícil usar o 3G nas ruas. Parte das mensagens acusava as operadoras de ´boicotar´ os protestos, em um suposto conluio com os governos, de quem obtêm licença para atuar.
De acordo com as operadoras, no entanto, a grande concentração de pessoas com celulares em algumas ruas inviabilizou o acesso às redes móveis. Numa região como o Largo da Batata, em São Paulo, onde há antenas para suportar o uso de até 5 mil usuários simultâneos, por exemplo, houve uma concentração de mais de 40 mil pessoas em certo momento dos protestos. Veja abaixo as informações completas divulgadas pela Today.

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Fonte: Info.

13 de jun. de 2013

Tumblr e Facebook ampliam protestos em SP.

O uso de ferramentas de internet como blogs e redes sociais aumentou o poder de organização dos manifestantes do movimento Passe Livre, que há uma semana protestam contra o reajuste nas tarifas de ônibus e metrô na capital paulista.
O quarto grande protesto do grupo, que acontece nesta quinta-feira (13), por exemplo, conta com ajuda do Facebook  para somar participantes à manifestação no centro da cidade. Até às 17 horas de hoje, 25 mil pessoas confirmaram presença no evento “Movimento Passe Livre (MPL)” no Facebook.  O uso das redes ajuda a espalhar rapidamente as decisões das lideranças do movimento e ampliar a participação popular nos protestos.
Outro serviço usado pelo movimento é o Tumblr. Na página “O que não sai na TV”, os manifestantes divulgam relatos e depoimentos das pessoas que participaram das mobilizações.
Além de textos, a página no Tumblr traz fotos e vídeos que mostram agressões de policias contra os manifestantes. Criado na quarta-feira, 12, o site já conta com 44 postagens sobre os eventos ocorridos na capital paulista e também em outras cidades onde há movimentos similares, como Goiânia e Rio de Janeiro.
O uso de Tumblr, avalia o movimento, serve de contraponto à cobertura da mídia, que na opinião do Movimento Passe Livre retrata os manifestantes como pessoas violentas. Chamados de “baderneiros” e “vândalos” pelo governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB), os jovens do MPL alegam que os atos de violência durante as três manifestações já realizadas foram iniciados pela polícia.
Em função do grande prejuízo à cidade causado pelo impasse entre governos e movimentos sociais , o Ministério Público de São Paulo pediu à prefeitura e ao governo estadual que adiem, em 45 dias, a decisão de reajustar a tarifa do transporte público (ônibus e metrô) de R$ 3 para 3,20.   Governo e prefeitura, no entanto, descartam o adiamento e afirmam que não negociarão com o movimento até que “cessem os episódios de violência”.
Alguns membros do Movimento Passe Livre admitem que é difícil controlar todos os manifestantes e concordam que houve episódios pontuais de destruição de mobiliário público, como estações de metrô e cabines policiais, mas responsabilizam a repressão da Polícia Militar pela escalada de violência. Já a PM, alega que age dentro da lei contra manifestantes muito violentos.

Fonte: Info.