10 de jul. de 2013

Brasil pedirá mudanças no controle da internet.

A notícia de que os Estados Unidos espionou cidadãos brasileiros, além de países da União Europeia, pode dar gás a um projeto de mudança na governança da Internet defendido pelo Brasil mas que, até hoje, não avançou.
Pronto para levar o caso de espionagem a instâncias das Nações Unidas, o Itamaraty acredita que a ideia de tirar das mãos americanas o controle da Internet pode ganhar mais apoio agora, especialmente entre os europeus.
Criada por pesquisadores americanos para conectar suas universidades, a Internet transformou-se rapidamente em um mundo paralelo que, hoje, faz parte da vida da grande maioria da população mundial.
Décadas depois da sua criação, a organização da rede ainda é feita pelos americanos. Está nas mãos da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), uma corporação sem fins lucrativos sediada na Califórnia, o poder de distribuir os Protocolos de Internet (IP) pelos quais os computadores são reconhecidos, controlar os nomes de domínio (.br, por exemplo) e administrar a rede.
Gerenciada por um conselho administrador formado por representantes de vários países, normalmente ligados a empresas e organizações da sociedade civil, a ICANN, trabalha sob contrato com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O mesmo setor do governo americano também tem a palavra final sobre qualquer alteração nos servidores-raiz da Internet - o grupo de 13 servidores que, em síntese, controla toda a rede no mundo - e não tem a menor disposição de abdicar desse poder.
Desde 2003, um grupo de países tenta modificar esse estado de coisas, o Brasil entre eles. Apesar de reconhecer que o sistema tem funcionado bem e de que são legítimos os temores de que uma maior influência de governos possa criar problemas de censura ou excesso de controle, o Itamaraty acredita que não é saudável apenas um país ter na mão todo o aparato que forma a Internet. "Achamos que é saudável haver uma democratização no gerenciamento da Internet e isso pode ser agora objeto de uma discussão multilateral", afirmou o embaixador Tovar Nunes, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
Apesar de, aparentemente, não haver relação entre esse controle exercido pelos americanos e a criação do programa que permite a espionagem de comunicações telefônicas e via internet, o Itamaraty acredita que o clima de indignação pode favorecer a volta dos debates sobre o tema. Países europeus, que já haviam começado a criticar o domínio americano, podem ser ainda mais favoráveis agora que também foram espionados.
As discussões já foram feitas duas vezes. Em Genebra, em 2003, e depois em Túnis, em 2005. De lá para cá foi criado um grupo internacional de trabalho, mas pouco se avançou.
O Brasil também planeja levar o debate sobre segurança e privacidade para a União Internacional de Telecomunicações (UIT), que trata de telefonia, e para duas comissões da Assembleia Geral que tratam de tecnologia de informação e segurança do fluxo de informações, além da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Fonte: Info.

Polícia Federal investigará empresa TelexFree.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou hoje (8) a abertura de investigação policial relativa às atividades da empresa TelexFree no país. O órgão informa que vem apurando denúncias sobre a empresa desde janeiro, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor.
A suspeita é de explorar o sistema comercial conhecido como pirâmide financeira, proibido no Brasil. O modelo se mantém por meio do recrutamento progressivo de pessoas, até chegar a níveis que tornam o retorno financeiro insustentável. Estima-se que a Telexfree tenha arregimentado pelo menos 1 milhão de pessoas no Brasil.
O Ministério da Justiça informa que já havia pedido ajuda para apurar o caso, como à Comissão de Valores Mobiliários, ao Banco Central, à Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Esses órgãos apontaram indícios de crime contra a economia popular, esquema de pirâmide financeira e evasão de divisas.
No mês passado, o Departamento de Defesa do Consumidor abriu processo administrativo envolvendo a TelexFree por indícios de formação de pirâmide financeira e ofensa ao Código de Defesa do Consumidor.
Também nesta segunda-feira, o Tribunal de Justiça do Acre manteve a decisão que suspendeu as atividades da TelexFree. De acordo com entendimento da 2ª Câmara Cível, a empresa não pode fazer novos cadastros de divulgadores e está impedida de pagar aos apoiadores já cadastrados. A decisão vale até o julgamento final do caso, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.
A defesa da empresa tentou, sem sucesso, reverter entendimento individual do relator do caso, desembargador Samoel Evangelista. De acordo com o voto do magistrado, apoiado hoje por unanimidade, os advogados da TelexFree não apresentaram fundamentos legais para suspender os efeitos da decisão de primeira instância. Agora, o tribunal acriano agora vai analisar mérito do caso.
A decisão de suspender as atividades da empresa resultaram em uma série de reclamações em órgãos como o Conselho Nacional de Justiça e o Superior Tribunal de Justiça. Ambos divulgaram nota alegando que não é possível interferir em processo judicial em curso.

Fonte: Info.

4 de jul. de 2013

Falha de segurança atinge 99% dos aparelhos Android.

Pesquisadores de segurança afirmam ter encontrado um bug no Android que permite que arquivos maliciosos se disfarcem de aplicativos verificados para atacar usuários. De acordo com a equipe da Bluebox Labs, a falha existe desde a versão 1.6 do sistema móvel do Google e atinge "99%" dos aparelhos.
Normalmente, os aplicativos são verificados por assinaturas criptográficas, para que as atualizações dos apps sejam rejeitadas caso não coincidam com a fornecida pelo desenvolvedor. Os pesquisadores da Bluebox, no entanto, descobriram uma forma de modificar o código do sistema sem quebrar essa criptografia. Isso permitiria a instalação de um código malicioso no aparelho através da atualização de um aplicativo, sem que o usuário perceba.
Explorar a falha pela Play Store, no entanto, não seria possível, já que o Google atualizou a plataforma da sua loja de aplicativos. Os usuários, no entanto podem ser enganados ou atraídos a fazer a instalação de uma atualização falsa por outros meios, como lojas de aplicativos de terceiros, e-mails de phishing ou sites maliciosos. 
A Bluebox vai revelar todos os detalhes de sua pesquisa no final do mês na conferência de segurança Black Hat, em Las Vegas. A empresa informou ao Google sobre a falha em fevereiro, mas depende de cada um dos fabricantes atualizar os dispositivos para corrigir o problema.

Fonte: Terra.

2 de jul. de 2013

Apple perde posto de empresa mais respeitada do mundo.

Anualmente a Barron’s divulga sua lista com as empresas mais respeitadas do mundo. E nos últimos três anos a Apple esteve no topo deste ranking. 
Mas a empresa acaba de perder o título. A nova lista divulgada hoje (2) pela Barron’s coloca a Apple na terceira posição das empresas mais respeitadas do mundo. 
No topo da lista agora está a holding Berkshire Hathaway, controlada pelo bilionário Warren Buffet, com uma pontuação de 3.88 de 4 possíveis. Em segundo lugar aparece a Walt Disney Company com 3.81 pontos.
A Apple surge em terceiro lugar com uma pontuação de 3.78. Segundo analistas, a queda da empresa está ligada a falta de lançamentos inovadores desde 2012. 
Outras companhias de tecnologia também aparecem na lista. O Google está logo abaixo da Apple na quarta colocação, a Amazon aparece em 6º, a IBM em 10º, Samsung em 18º, Intel em 20º, eBay em 24º, Qualcomm em 43º, Cisco Systems em 47º e Microsoft em 61º.
Para gerar essa lista, a Barron’s solicita aos profissionais do setor financeiro que respondam uma pesquisa sobre quem são as empresas mais respeitadas com base no seu valor de mercado. Os pesquisados então oferecem pontos de 1 a 4, sendo o mais alto para companhias altamente respeitadas. 
O Google se destacou nessa pesquisa, pois apesar de terminar em 4º lugar foi a única empresa entre as 36 primeiras a ter ao menos 5% de votos negativos. No entanto, foi a única na lista, além da Berkshire Hathaway, a receber mais de 50% em nota máxima.

Fonte: Info.

1 de jul. de 2013

Steve Ballmer vai comandar projeto Xbox One.

O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, acumulará também a tarefa de presidente de negócios interativos (e, consequentemente, do Xbox One) na empresa. O executivo revelou a mudança em carta publicada nesta segunda-feira (11) na qual deseja boa sorte para Don Mattrick, que acaba de deixar o cargo para se tornar o CEO da produtora de games sociais Zynga.
"Essa é uma grande oportunidade para Don e desejo todo sucesso a ele", disse o executivo. "Nesses seis anos, ele e seu time atingiram muitas metas. A Xbox Live cresceu de 6 para 48 milhões de usuários", nota Ballmer, que também fala sobre grandes resultados com o acessório Kinect e jogos de Xbox 360.
No comunicado, Ballmer explica que o cargo de Mattrick não receberá substituto imediatamente e todos os empregados dessa divisão passam a prestar contas diretamente para ele. "Os subordinados de Don responderão a mim e continuaremos o trabalho diário como um time, particularmente focados no lançamento do Xbox One em novembro", disse Ballmer.
O executivo também enalteceu o trabalho que a empresa em geral está fazendo com o Xbox One. "Eu estou incrivelmente orgulhoso dos esforços e da visão que culminaram no Xbox One. Estou particularmente animado de ver como o novo Xbox fará bem para os nossos aparelhos e serviços, unindo o que há de melhor na Microsoft", disse Ballmer a respeito da interação entre os aplicativos e diferentes dispositivos da MS que serão compatíveis com o Xbox One.
"Obrigado, Don, por nos dar um caminho para redefinir completamente a indústria do entretenimento", concluiu Ballmer.
O Xbox One foi anunciado em 21 de maio nos Estados Unidos. O novo console chegará em novembro ao Brasil por 2.199 reais, com Kinect incluso.

Fonte: Info.