22 de ago. de 2012

Tecnologia do Kinect revoluciona atividades cotidianas.


Quando o Kinect veio ao mundo comercialmente, em novembro de 2010, um grupo de pesquisadores enxergou mais do que um novo videogame: viu uma oportunidade. As possibilidades do sensor de movimentos claramente poderiam ir além de apenas transformar o corpo em joystick. A Microsoft logo se deu conta disso e anunciou uma versão do hardware para Windows, abrindo a plataforma para desenvolvedores. Ou seja, tudo começou com o chamado hacking do aparelho.
Durante o ano de 2010, diversos programadores conseguiram abrir o código do Kinect e o fizeram rodar em computadores. A partir daí surgiu a possibilidade de usufruir dos sensores a laser para criar novas utilidades nunca imaginadas. Boa parte destes projetos foi parar no site http://www.kinecthacks.com/. Conheça abaixo cinco projetos inovadores utilizando a tecnologia do Kinect.

Games educativos.

Uma das empresas que se encantou com o Kinect é a agência brasileira Detalhes, de Belo Horizonte, especializada em projetos para educação, que entrou a fundo na plataforma. Quando a Microsoft conheceu o trabalho criado pelos brasileiros, logo os convidou para um seleto grupo de desenvolvedores que receberam a versão para Windows antes do mercado - a versão chegou ao Brasil no início de julho deste ano.


"Começamos a notar que os joguinhos tradicionais, mesmo de videogame, estavam ficando saturados, pois os alunos tinham os mesmos em casa. Queríamos algo mais imersivo, mais abstrato do mundo real, onde eles poderiam vivenciar a experiência", conta Marcos Arrais, diretor de tecnologia da agencia.

Os sensores de movimento e voz possibilitaram um game mais atrativo para a educação. "As instituições acharam a ideia fenomenal, pois enquanto a criança joga é possível pegar informações comportamentais de cada um, de acordo com seus erros e acertos. Além disso, dá para fazer relatórios comparativos entre alunos e turmas, o professor está lidando com turmas do mesmo colégio, com crianças de mesma característica econômica, mas elas têm desempenhos diferentes. Com a análise dos dados, ele pode saber onde errou no processo", explica Arrais.

 Medicina sem toque.

Uma inovação muito simples pode mudar o tempo de uma cirurgia. Durante o processo cirúrgico, os médicos precisam analisar exames de imagem para tomar decisões, e cada vez que tocam em um objeto, precisam fazer uma nova esterilização.

O Kinect pode entrar nas salas cirúrgicas em televisões, assim os médicos podem passar os exames na tela ou aplicar zoom nas imagens apenas utilizando gestos, sem precisar tocar em nada. O projeto não é originário do Brasil, mas já foi adaptado para o Hospital Evangélico de Londrina. Futuramente, cirurgias por aparelhos também poderão ser controladas por gestos, ao invés dos joysticks usados hoje, sujeitos a falhas e a imprecisões.

Arqueologia.


Estudantes da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de usar o Kinect em suas escavações arqueológicas na Jordânia. A ferramenta serve para mapear os sítios arqueológicos em 3D e substitui outra muito mais cara utilizada anteriormente, chamada LIDAR. Após captar as imagens, poderão ser feitos modelos em 3D e projetá-los em um ambiente imersivo e de realidade virtual. Além de capturar as imagens, agora os pesquisadores também podem adicionar informações sobre cada parte do espaço.

Para salvar pessoas.


Na Universidade de Warwick, na cidade inglesa de Coventry, a tecnologia possibilitou a criação de um robô de resgate, desenvolvido para procurar vítimas sobre escombros em terremotos e deslizamentos. Até então, robôs com sensores a laser eram usados para esse trabalho, o que tornava os custos muito altos. Agora, os robôs poderão criar mapas 3D do local do acidente e apontar a possível localização das vítimas.

Um guia para cegos.


O periférico da Microsoft está prestes a mudar a vida de deficientes visuais. Alunos da universidade de Konstanz, na Alemanha, utilizaram o console para mapear o ambiente. Com o Kinect no capacete e um laptop na mochila, os cegos poderão ter avisos sobre os obstáculos à frente. Um dispositivo preso no corpo avisa por sinais vibratórios a direção do objeto. Ainda em fase experimental, o sistema pode incluir instruções sobre como chegar a determinados locais, por exemplo.

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